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 Arte 
 

Sem

Fronteiras

Sobre

Pensamos neste encontro no final do ano passado como complemento da primeira edição da Bienal Black para construção da segunda edição.

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No entanto, muita coisa mudou desde então. Em primeiro lugar, o COVID19 transformou os trabalhos e a sociedade e seu impacto artístico. Em segundo, as manifestações por igualdade e justiça racial em todo o mundo, deixaram marcas, exigindo que fizéssemos a nossa parte também em relação a isso. Arte Sem Fronteiras é um encontro totalmente virtual que irá apresentar discussões e debates em torno da cartografia do corpo. 

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Mapas são representações visuais e afetivas que produzem territórios materialmente - não apenas múltiplos espaços e entradas, mas também extensões de tempo e modalidades. Cartografia e hibridismo do corpo feminino, descreve a relação mutante e temporária entre a experiência (um fazer), o corpóreo (corporificação) e o conhecido (conhecimento), e oferece um exemplo de como podemos mapear territórios de conexão material e afetiva em e por meio dos corpos femininos. Ele se lembra do mapa como uma construção que tenta marcar intensidades, "camadas de ser" - de corpos, de tempos, lugares e ações - em suas “Muitas versões.” Veja aqui o programa completo>

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Artistas

ADRIANO ESCANHUELA - ALLEGRA CECCARELLI - ANA LUIZA TORRES - ANNA JUNQUEIRA - BEATRIZ FABRI - BETHANIA LIRA - CECILIA CIPRIANO - CÉLIA SOARES - CLAUDIA SAMPAIO - CLEO DO VALE - COLETIVA MARCAS D'ÁGUA - COLETIVO DUAS MARIAS - DANUZA NOVAES - FALAV - FER PIÑEIRUA - FERNANDA LAZZARINI - FIAMMA VIOLA - FLAVIA FABIANA - GILDA PORTELLA - GRAZIA CAMERANO - HELENILCE GUSMÃO - HIROMI TOMA - ISABELA SARAMAGO - JESSICA MADONA - JULIANA SÍCOLI - LETÍCIA MERCIER - LETÍCIA RODRIGUES - LOUISE LUCENA - LUCIANA CONCEIÇÃO - MAHYRAH ALVES - MAÍRA ORTINS - MORENA - NÁDIA MARIA ARAÚJO - NINA DE SOUZA-LIMA - PATY WOLFF - RAMON ALEJANDRO RUIZ VELAZCO - RAQUEL POLISTCHUCK - REJANE ARRUDA - RENATA MALACHIAS - RUTE OLIVEIRA - STÉFANI AGOSTINI - SUSAN MENDES - THAIS MAGALHÃES -  

CARTOGRAFIAS
DE CORPOS HÍBRIDOS

No cruzamento da arte e da geografia dos corpos, o mapa lembra a todos, as memórias e suas direções. Usado para encontrar o caminho, para ilustrar as palavras ou como um meio para uma viagem imaginária, cada um de nós se lembra de um tempo onde delimitamos como objeto, o corpo como território. Falar de cartografia é evocar um objeto comum e único. Comum porque este documento é usado por muitos ofícios: geógrafos, planejadores de cidades, marinheiros, motoristas de caminhão e muito mais. Além disso, a cartografia é usada diariamente, especialmente para encontrarmos nosso caminho. Aos poucos, a questão do mapeamento vem surgindo. Trata-se de aproveitar a parte da subjetividade escondida atrás do mapa, para ter acesso a mais.

 

O corpo humano, nesse sentido, é uma proposta fluida, enredada em historicidade, socialidade e materialidade. É sempre dependente, de certa forma, de sua afetividade papel na vida daqueles para quem foi construído. As intensidades que ele marca são ações e artefatos, sentimentos e possibilidades. Essas intensividades variam de acordo com a localização do mapa no oceano, terra, corpo, ar, tempo, palavra. Observando as diferenças entre os corpos femininos e como eles dialogam nos espaços onde estão inseridos, podemos observar nesta seleção, como o espaço geográfico dos corpos autônomos podem formar essa rede de informações sendo conectados através de histórias, sentimentos, materiais, e infinitas possibilidades. Ao explorar as relações entre gênero, corpo, sentido de lugar e o que o tempo passa a transformar em cada um de nós, combinamos imagens em relação ao local onde cada um explorou como pano de fundo de seu isolamento, mas acima de tudo, a transformação que marca o corpo como território, criando essa nossa cartografia.

 

No entanto, a manifestação artística de cada indivíduo está presente na exibição de processos enredados que revelam a resistência das representações hetero patriarcais ou não, de paisagens e espaços e representações afetivas que se coproduzem. Como os espaços e lugares representados, como meios, estruturam processos de padronização, delimitando o permissível, o abjeto, o proibido, mas também o desejável, o fantasmático nas relações sociais, de sexo, de maternidade, de tempo, de memória.

 

 

Patrícia Brito Knecht

Curadora

PRESS

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