Renata Felinto e Sidney Amaral – O Negro nas Artes Visuais – Diálogos Ausentes (2016)

Bienal Black Brazil Art - recomenda.


A artista plástica e pesquisadora Renata Felinto fala sobre as dificuldades e os desafios de ser mulher, negra, mãe e profissional no Brasil. Ela apresenta alguns de seus trabalhos, como a série Re-Existindo, feita a partir da manipulação de fotografias para tentar recriar suas identidades; Margem, que reflete sobre a marginalidade do negro; e Também Quero Ser Sexy, série na qual ela se representa como uma estrela de cinema, novamente colocando a identidade em xeque.


Sidney Amaral, artista plástico, apresenta a série Nostalgia, em que os personagens do folclore e da cultura brasileira Curupira, Emília e Saci são ressignificados, e mostra sua série de autorretratos, que representa o preconceito sofrido pelo negro e a solidão dos negros traficados para o Brasil, entre outros momentos da história.


Selecionadas na convocatória do Diálogos Ausentes, a mineira Raizza Prudêncio explica uma pesquisa estética sobre o corpo negro na série de fotoperformances Aparições, e a paulista Linoca Sousa fala sobre grafite e a figura da mulher negra em grafites pela cidade e em colagens digitais. O fotógrafo Sérgio Adriano, de Santa Catarina, conta como questiona o que é a verdade no trabalho Portador da Verdade e fala sobre Indo para o Enterro de SAH, a respeito da morte social do negro, que é ou não aceito, dependendo do seu fenótipo ou do seu vestuário.


O debate conta com mediação de Diane Lima e foi gravado em 3 de junho no Itaú Cultural, em São Paulo/SP.



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